Londrina - Para a nutricionista Juliana Ikoma, de Londrina, o aumento da doença entre os homens pode estar relacionado à alimentação rica em carboidratos e ao abuso de álcool. ''Em geral, o consumo, sobretudo da cerveja, é maior entre os homens. Esta contém cevada, que é carboidrato. E todo carboidrato, por sua vez, se transforma em açúcar no organismo'', explica.
Uma vez adquirida o diabetes, o indivíduo terá de controlar por toda a vida, principalmente aqueles com excesso de peso. ''Por isso a preocupação com a obesidade, que além do sobrepeso, traz várias comorbidades, ou seja, outras doenças, entre elas o próprio diabetes e hipertensão'', resume a nutricionista.
Controlar a alimentação com hábitos mais saudáveis é o que busca o assistente social Rodrigo Eduardo Zambon, de 35 anos, que há dez anos descobriu ser portador da diabetes tipo 1. ''No início foi tudo muito complicado porque tive de me adaptar a uma nova rotina. Até minha esposa, no começo, acabou mudando alguns hábitos'', conta ele, que hoje faz uso de um tipo de insulina duas vezes ao dia e outra, de absorção ultrarrápida, sempre após as refeições.
Além disso, o jovem tem de monitorar a glicemia no sangue quatro vezes ao dia. ''Onde vou levo meu kit'', diz, mostrando a pequena bolsa com as injeções e o aparelho. Apesar de ter se ajustado à nova condição, ele conta que tudo tem de ser muito bem planejado. ''Tenho uma vida normal, como de tudo com moderação. Mas sempre tenho de estar atento aos horários, transporte e quantidade do medicamento em caso de viagens. A doença requer atenção'', relata.(M.T.)

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