ONDE ELES ESTÃO? - 'Preciso acreditar que ela está viva'
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sábado, 03 de setembro de 2011
Marian Trigueiros <br>Reportagem Local 
Um dos casos que chocou os paranaenses foi o desaparecimento da menina Luana, sequestrada em 2003 em Florestópolis (Norte), com apenas 8 anos. ''É uma dor sem fim. Lembro dela todos os dias'', diz a mãe, Neide de Oliveira Lopes, que tem grandes esperanças de reencontrar a filha, que hoje estaria com 16 anos. A criança foi levada por um caminhoneiro junto com seu irmão mais velho, quando ia buscar leite no sítio vizinho. ''Ele nos ofereceu um cobertor. Quando entramos no caminhão, ele trancou a porta e saiu correndo'', lembra o irmão Diego, que foi espancado e abandonado na beira da estrada.
Desde então, a família nunca mais foi a mesma. ''Ela era nossa menininha mais velha. Gostava das coisinhas dela todas organizadas. Era muito caprichosa e me ajudava em tudo'', conta a mãe com os olhos marejados mirando o vestido florido que Luana mais gostava. Como a família é muito humilde, Neide guarda as peças como recordação, já que não tem fotos ou brinquedos. ''Guardo a imagem dela na minha lembrança. Vejo minha filha Dayane que está com 13 anos e fico imaginando como Nina estaria'', diz, referindo-se ao apelido carinhoso.
Passados quase oito anos, Diego diz que convive com a culpa de não ter coseguido libertar a irmã caçula. ''Não consegui fazer nada. Lembro dela dizendo que estava com medo e eu a abraçava'', descreve. Além dele, a angústia da dúvida também acompanha os pais, que esperam reencontrar a menina. ''O que me dá esperanças é que o homem (sequestrador) dizia para meu filho que não a mataria. Eu preciso acreditar nisso.'' O retrato falado do sequestrador foi divulgado na época, mas nem ele nunca foi localizado. (M.T.)


