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Londrina

Geral

m de leitura Atualizado em 07/03/2022, 16:40

Onda de furtos faz conselheiros tutelares pedirem mudança de sede no centro

Ladrões levam embora fiação elétrica e deixam rastro de destruição; secretária garante novo espaço para órgão

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 07 de março de 2022

Rafael Machado - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

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As "visitas" recorrentes de ladrões que furtam a fiação elétrica do Conselho Tutelar da Rua Belém, no centro de Londrina, fizeram com que profissionais pedissem a mudança do órgão para outra sede. A insatisfação foi demonstrada em ofício enviado em fevereiro para a Secretaria de Assistência Social, Ministério Público, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e a Vara da Infância e Juventude.

No documento, os conselheiros descrevem que a unidade da região central foi furtada cinco vezes desde novembro. Os crimes aconteceram aos finais de semana e sempre da mesma forma: os bandidos entram pelo telhado da casa, puxam os fios e estragam o que estiver no caminho. 

Imagem ilustrativa da imagem Onda de furtos faz conselheiros tutelares pedirem mudança de sede no centro Imagem ilustrativa da imagem Onda de furtos faz conselheiros tutelares pedirem mudança de sede no centro
|  Foto: Gustavo Carneiro - Grupo Folha
 

Após cada furto, o Conselho Tutelar não pôde funcionar por três dias, "prejudicando o bom atendimento e, consequentemente, a proteção de crianças e adolescentes que necessitem de encaminhamentos", como explicaram os trabalhadores. Apesar disso, eles ressaltaram "que em nenhum momento deixaram de atender os usuários". 

De acordo com os conselheiros, "sem energia elétrica nenhum das tomadas, lâmpadas, computadores, telefones, rede de internet, bebedouros e outros funcionam. Formalizamos nosso desejo de mudança de local de trabalho, principalmente quanto à estrutura precária das instalações". 

Questionada pela FOLHA, a secretária de Assistência Social, Jacqueline Micali, garantiu um novo lugar para o Conselho Tutelar, mas não disse quando será a mudança e qual o novo endereço. Ela também foi cobrada pela Defensoria Pública do Paraná, que pediu explicações diante dos constantes furtos. 

Em resposta encaminhada no dia 23 de fevereiro, Micali argumentou que "não cabe à política municipal de assistência social sanar a ação de criminosos. Esperamos que já tenha (Defensoria) providenciado o encaminhamento das demandas para o setor de segurança pública do Estado, órgão competente para esclarecer tal dúvida". 

Além da área central, o Conselho Tutelar tem mais quatro sedes pela cidade.