Genebra- Para marcar o Dia Mundial contra o Tabaco, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lança hoje uma campanha internacional para pedir que os profissionais do setor da saúde se engajem na luta. A idéia é que médicos, enfermeiras, dentistas e outros profissionais alertem todos seus pacientes sobre os riscos do cigarro.
Estudos mostram que um conselho desses profissionais pode reduzir o consumo do cigarro em até 50%. Para a brasileira Vera Luiza da Costa e Silva, diretora do programa da OMS contra o tabaco, esses profissionais são modelos para a sociedade e podem ter um papel importante no combate ao cigarro.
Mas, de acordo com a OMS, esses profissionais precisam ser orientados para ter esse papel. Em dez países pesquisados cerca de um terço apenas dos médicos e enfermeiras haviam recebido orientação. Outro problema é a prevalência do fumo entre esses profissionais. Na maioria dos países pesquisados, cerca de 20% dos médicos, enfermeiras e dentistas fumavam.
Segundo o diretor-geral da OMS, Jong-wook Lee, além de treinamento, esses profissionais precisam ser exemplo e parar fumar.
Neste ano, a OMS escolheu uma brasileira como uma das vencedores do prêmio anual da entidade pela luta contra o tabaco. A escolhida foi Paula Johns, da Rede de Desenvolvimento Humano (REDEH).
Na esperança de convencer os senadores sobre a importância da ratificação da Convenção-Quadro, um tratado de combate ao tabagismo, o Ministério da Saúde distribuiu ontem no Senado Federal cartilhas para mostrar aos senadores que a aprovação da convenção não resultará no desemprego dos trabalhadores que plantam fumo e no andamento das atividades da indústria.

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