Genebra- A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou ontem em Genebra que está solicitando que novos estudos sejam feitos para determinar a eficiência do Tamiflu, produzido pela Roche, no combate a uma eventual pandemia de gripe aviária. Segundo a OMS, ainda não existem provas concretas de que o produto seja de fato o mais adequado para lutar contra a doença.
Nos últimos meses, a OMS vem pedindo que os governos façam estoques de remédios para uma eventual gripe e indica que uma possibilidade seria o Tamiflu. A agência da ONU chegou a comprar caixas do remédio para ser distribuída a seus funcionários, mas agora reconhece que os testes apontando os efeitos do remédios se limitam aos animais.
Para a OMS, portanto, novos testes precisam ser feitos sobre a capacidade do Tamiflu servir também para seres humanos. O anúncio vem um dia depois que a Roche informou que, com a ajuda de 15 novas empresas em nove diferentes países, ampliará sua produção de Tamiflu para 400 milhões de tratamentos por ano até o final de 2006.
Para analistas, a opção por fazer acordos com empresas foi a forma encontrada pela Roche para evitar ser pressionada a quebrar a patente do remédio. Até o início do ano, a empresa afirmava que tinha capacidade para produzir 300 milhões de doses.
Em 2005, o Tamiflu rendeu 1,5 bilhão de francos suíços em vendas para a Roche. O remédio ainda foi o que gerou o maior crescimento entre 2004 e 2005, com um aumento de 370%. Não por acaso, a produção foi multiplicada por dez desde 2002.

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