OMS orienta escolas sobre proliferação da gripe A
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Agência Estado 
Genebra- A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirma que o fechamento de escolas pode retardar a proliferação da gripe A (H1N1). Mas a entidade alerta para os limites da medida e publica uma espécie de cartilha: o fechamento apenas tem efeito quando é feita no início do surto e em locais onde menos de 1% da população está infectada.
Além disso, se alunos continuarem se encontrando fora da escola, o fechamento dos estabelecimentos simplesmente não teria efeito nenhum. Os custos econômicos e sociais podem ser altos dessa decisão, que faz parte da polêmica praticamente diária na Europa com a volta às aulas.
Um estudo, porém, mostrou que 67% das crianças que não sobreviveram à gripe nos Estados Unidos já tinham outros problemas de saúde. Ontem, a OMS emitiu recomendações para as escolas de todo o mundo, enquanto publica seus novos números. São 3,2 mil mortos - dos quais 2,4 mil nas Américas - e mais de 277 mil casos já confirmados. A OMS reconfirmou que o vírus H1N1 é agora o predominante entre os vírus da gripe no mundo.
Segundo a entidade, as regiões temperadas na América do Sul começam a ver uma queda significativa da gripe com o fim do inverno. O Sul do Brasil seria beneficiado por isso, com uma queda no ritmo da disseminação do vírus. Mas a OMS deixa claro que uma transmissão ativa persiste nas regiões tropicais das Américas e Ásia. Na prática, isso significa que o Norte e Nordeste do Brasil continuariam a ser afetados. Os casos na Venezuela e outros países a continuam a subir, além da Índia e outras áreas tropicais da Ásia. Já nos países do Norte, a redução da temperatura em alguns regiões como no Leste Europeu começa a gerar um maior número de casos da gripe. O número de casos de resistência aos antivirais também ainda são baixos.
Para a entidade, escolas precisam estar preparadas para tomar uma série de ações e admite que as salas de aula são locais ideais para a dispersão do vírus.
A OMS sugere que estudantes, professores e funcionários que se sintam mal não devam sair de casa. A entidade alerta que as escolas e governos precisam estabelecer planos sobre como isolar estudantes e professores que fiquem doentes enquanto estiverem em suas salas de aula. Um espaço destinado a essas pessoas também precisa ser estabelecido para isolá-los.
Outra sugestão é aumentar as medidas de higiene. Escolas precisam promover limpeza de mãos e etiqueta respiratória (não tossir no rosto de outros), além de ter estoques de mantimentos, sugere a OMS. A entidade ainda pede que as escolas tenham uma limpeza adequada e ventilação. Medidas para reduzir a aglomeração de alunos também é recomendável, disse.


