OMS desiste de contar casos de gripe A
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sexta-feira, 17 de julho de 2009
Jamil Chade<br> Agência Estado 
Genebra- A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o vírus H1N1 está se propagando a uma velocidade sem precedentes em comparação a outras epidemias e desiste de manter uma contagem do número de afetados no mundo. A agência de Saúde da ONU decidiu abandonar a prática de dar o número de pessoas infectadas depois que anunciou há sete dias que mais de 100 mil pessoas em 140 países já teriam sido contaminadas desde abril.
A OMS, que declarou a pandemia, vive hoje uma crise interna diante do novo desafio. Não há ainda uma coordenação para saber quem receberá a vacina e as informações não são dadas de forma transparente. A agência insiste que, por se tratar de uma nova doença, a forma de trabalhar da entidade também está sendo testada.
Enquanto isso, países se apressam em fechar a compra de vacinas, que devem estar disponíveis em setembro para testes clínicos. A França, nesta semana, anunciou a compra de 94 milhões de doses, número superior à sua própria população.
Quase quatro meses depois da eclosão da crise no México, a OMS insiste ainda que a maioria dos casos tem sido suaves e que os sintomas desaparecem em média depois de uma semana. Mas o problema tem sido a velocidade na disseminação, em parte diante da maior interconexão entre países.
Nas epidemias que vimos nos passado, foi necessário pelo menos seis meses para que a propagação tivesse atingido a mesma proporção que o H1N1 obteve nas últimas seis semanas, afirmou a OMS, em um comunicado.
Na última contagem oficialmente publicada, a OMS indicou no dia 6 de julho que existiam 94,5 mil casos e 429 mortes. Mas o número se mostrou completamente obsoleto. Só o Reino Unido admitiu que registrou 55 mil casos apenas na semana passada.
Outra constatação é de que a Argentina já passou o México em números de mortes por causa da gripe suína. No total, a Argentina somava até meados da semana 137 mortes, contra 121 no México. O maior número está nos Estados Unidos, com 211 mortes. Mas uma população sete vezes maior que a da Argentina.
Diante da nova realidade, a decisão da OMS foi a de não mais apresentar boletins com o número de pessoas infectadas.


