A Organização Mundial de Saúde (OMS) acusou várias multinacionais que produzem cigarro de tentar colocar obstáculos nas negociações para a elaboração de uma convenção sobre o tabagismo, mediante uma campanha que não é nova nem eficaz. As companhias British American Tobacco (BAT), Philip Morris e Japan Tobacco lançaram recentemente uma campanha mundial de relações públicas intitulada ''normas internacionais para a promoção dos produtos de tabaco''.

Segundo a OMS, esta iniciativa pretende obstaculizar as negociações para a elaboração de uma convenção sobre o tabagismo, cuja próxima reunião está prevista para o fim do mês, em Genebra.

A BAT, junto com a Philip Morris e a Japan Tobacco, decidiram voluntariamente adotar medidas para evitar atividades de promoção dirigidas aos não fumantes, especialmente aos jovens.

No entanto, a OMS afirma que não é possível eliminar a publicidade dirigida aos jovens independentemente da destinada aos adultos, porque a publicidade chega às crianças e aos adolescentes embora eles não sejam seus destinatários, e lembra que ''os códigos que advogavam pela auto-regulação mostraram seu fracasso''.

Frente a essas medidas, um estudo da OMS e do Banco Mundial indica que a proibição global da publicidade ou o aumento do preço do tabaco têm um efeito importante e duradouro sobre o consumo.

Por isso, pediu a todos os governos que adotem as medidas necessárias em relação à publicidade de tabaco e produtos derivados para proteger a saúde ''dos jovens e menos jovens, dos fumantes e não fumantes''.

Alguns países como o Canadá, a Austrália, a Nova Zelândia, a África do Sul, a Finlândia, a Suécia e a Tailândia já implantaram medidas deste tipo para diminuir o consumo de tabaco, que causa a morte de 4,2 milhões de pessoas ao ano.

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