OMS aposta em testes da vacina
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 06 de agosto de 2009
Agência Estado 
Zurique - A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou, ontem, que espera seus primeiros resultados de testes da vacina para a gripe A (H1N1) para setembro. Sete empresas estão atualmente conduzindo testes clínicos e nós esperamos ver os primeiros resultados na primeira metade de setembro, disse Marie-Paule Kieny, diretora de pesquisas de vacinas na OMS.
Os testes são realizados em alguns países, entre eles Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha e China, disse ela. Os primeiros resultados ajudarão a OMS a determinar se uma ou duas doses da vacina devem ser aplicadas para a proteção contra o vírus. Dependendo da velocidade dos resultados e de normas regulatórias, alguns países podem começar a vacinar em setembro, informou Marie-Paule.
Algumas reportagens jornalísticas dos últimos dias questionaram a segurança das vacinas para o vírus da gripe A. A pesquisadora garantiu, porém, que os procedimentos para licenciamento desses produtos são rigorosos e a segurança não será comprometida. Ela previu que pode haver alguns efeitos colaterais como febre, dores, náusea, desmaios e diarreia. Reações mais graves, porém, devem ser raras.
A OMS toma atenção especial para a possível ocorrência de reações violentas à vacina desde uma campanha de vacinação em massa nos EUA, que matou 30 pessoas em 1976. Na ocasião, foram vacinadas aproximadamente 40 milhões de pessoas no país.
O Ministério da Saúde do Chile informou que a gripe A perdeu força e o vírus que provoca a doença não é mais predominante na estação invernal chilena. Segundo o Ministério, o Chile registrou até agora 12.030 casos confirmados e 104 mortos pela gripe suína. O relatório indica que apenas 328 pessoas foram contagiadas e oito mortas desde a semana passada, o que indica perda da velocidade na propagação da doença.
Também ontem, Israel anunciou sua terceira morte pelo vírus, de uma garota de 12 anos moradora de Petah Tikva, perto de Tel-Aviv, segundo o Ministério da Saúde. A garota estava hospitalizada e possuía uma doença crônica. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.


