OMC recomenda à Argentina retirada de cotas de importação para têxteis
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quinta-feira, 21 de outubro de 1999
Por Márcia de Chiara 
São Paulo, 22 (AE) - O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT), Paulo Skaf, comemorou hoje, em Genebra, a decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC), de recomendar ao governo argentino que retire as cotas de importação a cinco categorias de produtos têxteis brasileiros.
As cotas das quantidades exportadas para aquele país foram estabelecidas no fim julho, com duração prevista de três anos. O cálculo levou em conta os volumes vendidos entre maio de 1998 e abril de 1999. "Estou satisfeito com a decisão", disse Skaf, argumentando que não só a Abit mas também a OMC reconheceu que essas medidas são injustificadas e ilegais. Nos últimos três anos, a Argentina é superavitária em US$ 350 milhões nas relações comerciais para o Brasil e as exportações brasileiras para aquele país caíram 20% no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 1998.
O Brasil, contou Skaf, que acompanhou de perto a avaliação da questão pela OMC, foi vitorioso nos cinco processos independentes que foram abertos, um para cada categoria de produto. O presidente da Abit acredita que o governo argentino terá bom senso e vai acatar as recomendações da OMC. Segundo ele
o relatório com as conclusões finais deve sair dentro de alguns dias.


