Olívio vai pedir fim das retaliações a FHC
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 1999
por Sandra Hahn 
Porto Alegre, 27 (AE) - O governador gaúcho, Olívio Dutra (PT), confirmou na manhã deste sábado que irá a Brasília na terça-feira para discutir com o presidente Fernando Henrique Cardoso o fim das retaliações do governo federal ao Estado. A pauta do encontro será concentrada neste tema, segundo o governador.
"Vamos lá para resolver (a questão). Há uma decisão do governo de sentar com o Rio Grande para acabar com essa retaliação", avisou o governador, pouco depois de desembarcar na capital gaúcha. Olívio lembrou que o presidente usa outro termo (sanção) para se referir a ações como o bloqueio de recursos, mas ressaltou que "a questão é a mesma".
Olívio acrescentou que não recebeu a incumbência de atrair o mineiro Itamar Franco (PMDB) - o único governador ausente ao encontro realizado sexta-feira com o presidente - para as negociações. "Não estou mandatário para fazer isso e nem me propus", afirmou.
Apesar disso, Olívio tinha programada uma conversa com Itamar por telefone na tarde de sábado. O petista considera importante a participação de Itamar nas tratativas com a União. "Fizemos o presidente ver que tem que acabar com as retaliações
não só sobre o Rio Grande, mas que também deve ter com relação a Itamar gestos para se criar condições de tê-lo presente na construção de alternativas na questão do resgate do pacto federativo". Em suas declarações, o governador gaúcho deixou transparecer uma mudança de foco por parte dos oposicionistas em suas reivindicações à União. Em vez de centrar seus pedidos na mudança de cláusulas, eles poderiam fazer esta discussão dentro das mudanças do pacto federativo.
A sutil modificação surgiu depois da recusa da União em alterar os contratos de rolagem das dívidas. Com isso, os governadores poderiam aceitar as alternativas em discussão - como revisão da Lei Kandir, entre outros - que, indiretamente, teriam reflexos na capacidade de pagamento dos Estados e insistir no debate das relações entre as instâncias de governo. "Queremos construir uma relação adequada entre os entes federados, que têm de respeitar uns aos outros", declarou.


