Porto Alegre, 14 (AE) - O governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra (PT), proporá novas reuniões de governadores que não se restrinjam aos oposicionistas e incluam os aliados do Palácio do Planalto. Para ele, a discussão sobre o pacto federativo não é político-partidária, mas institucional, e, por isso, deve ser ampliada, abrangendo os demais governadores, que também estariam insatisfeitos com o relacionamento com a União.
Anunciada hoje por Olívio, a proposta será levada ao encontro dos seis governadores de oposição, marcado para segunda-feira (17), no Palácio Guanabara, no Rio.
A conversa servirá para avaliar as medidas do governo federal em relação à crise dos Estados, anunciadas pelo ministro de Comunicações e articulador político do governo, Pimenta da Veiga. Olívio acentuou que as providências "estão muito longe" das demandas apresentadas pelos governadores e não só daqueles da oposição.
Ele também deseja nova audiência dos governadores com o presidente Fernando Henrique Cardoso. Adiantou que, como presidente do Conselho de Desenvolvimento do Sul (Codesul), o primeiro passo será pedir audiências com FHC, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga Neto. "Começaremos por esta agenda", explicou.
Hoje, em reunião do Codesul, em Porto Alegre, ele conversou sobre o tema com os governadores do Paraná, Jaime Lerner (PFL), do Mato Grosso do Sul, José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, e de Santa Catarina, Esperidião Amin (PPB).
Os três, segundo Olívio, concordaram que "a articulação entre os governadores, longe de estar esgotada, tem de ser revigorada". No entendimento dele, o esforço deve ser "pelo resgate do pacto federativo" e não "uma luta deste ou daquele partido, deste ou daquele governador, contra um conjunto de partidos que governa a União ou o presidente da República". Defendeu o fortalecimento da federação que, a seu ver, revigoraria a presença do Brasil no exterior.

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