Olívio espera convite oficial sobre reunião com FHC
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 1999
Por Jô Pasquatto 
São Paulo, 12 (AE) - O governador Olívio Dutra (PT-RS) sugeriu hoje que poderá participar da reunião dos 27 governadores com o presidente Fernando Henrique Cardoso, marcada para dia 26, em Brasília. Ele deu a entender que irá ao encontro desde que o governo gaúcho receba um convite oficial. "Não recebemos ainda nenhum ofício, seja assinado pelo ministro da Fazenda, seja assinado pelo presidente da República, e não podemos ser pautados pela imprensa", disse Dutra.
Embora o tema do encontro seja ajuste fiscal, conforme divulgou o governo federal, Olívio Dutra insistiu na necessidade de rediscutir a dívida pública e uma nova relação entre Estados, municípios e União. "É do interesse do conjunto dos governadores tratar do pacto federativo e no centro dele, a questão da dívida pública", disse.
Segundo Dutra, hoje, essa relação está distorcida, com Estados e municípios sendo "pisoteados" pela União. "Nossa postura, minha e dos governadores com quem tenho falado sobre essa questão, é a de discuti-la em todos os fóruns, tenham eles a formatação que tiverem", acrescentou.
Oficialmente o governador gaúcho esteve hoje com o governador Mário Covas, no Palácio dos Bandeirantes, para tratar da situação financeira dos Estados e suas respectivas dívidas com a União. De concreto, recebeu a solidariedade e a oferta de Covas de emprestar técnicos da Fazenda paulista para ajudar o governo gaúcho no ajuste das contas públicas. Olívio Dutra, no entanto, deixou o Palácio sem o apoio do governador Mário Covas na questão da renegociação da dívida dos Estados com a União.
Segundo o vice-governador paulista Geraldo Alckmin, que participou do encontro, Covas reafirmou que o acordo da dívida foi benéfico para os Estados. No encontro, que durou pouco mais de uma hora, Covas também voltou a afirmar que não se colocará como interlocutor numa negociação entre os governadores de oposição e o governo federal. "O governador Mário Covas disse que deputados e partidos são de oposição. Mas não há governadores de oposição ou de situação. Covas avalia que as divergências são pontuais e devem ser resolvidas com entendimento", disse Alckmin.


