Olívio confirma presença na reunião dos governadores
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2000
Por Ayrton Centeno 
Porto Alegre, 31 (AE) - O governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra (PT), confirmou hoje a presença na reunião dos governadores, marcada para sexta-feira (04), em Curitiba.
"O governo federal começa a incorporar a relação federada ao seu discurso", afirmou o governador. Ele reconheceu
porém, que, embora tenham acontecido avanços, eles são "pequenos e insuficientes". Mesmo assim, "representam uma conquista dos governadores", enfatizou.
Olívio acha que ainda existe "um entulho muito grande" no debate sobre a federação no Brasil, dizendo que a União "insiste em reduzir o espaço federado, de autonomia e de responsabilidade dos Estados e municípios". Ele deu como exemplo a Lei de Responsabilidade Fiscal.
"Queremos controle público sobre o dinheiro público, mas o governo colocou o bode na sala", criticou. Olívio entende que, com a legislação, a União deseja "colocar a cabresto" os outros entes federados. O governador do Rio Grande do Sul enfatizou que o pacto federativo "não pode ser pisoteado". Na defesa do serviço público, ele sugeriu que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), "em vez de financiar recursos para grupos privados internacionais comprarem empresas" no Brasil, custeie as prefeituras para que elas possam prestar melhor atendimento ao contribuinte.
O governador considerou "boa" a visita do presidente Fernando Henrique Cardoso ao Estado na semana anterior, quando participou da cerimônia oficial de duplicação da central de matérias-primas da Companhia Petroquímica do Sul (Copesul), em Triunfo. Ele anunciou que FHC deverá retornar ao Rio Grande do Sul no dia 18. Visitará Caxias do Sul durante a Festa da Uva.
Indagado sobre a frase do ex-governador do Rio Leonel Brizola, que disse ter vontade de "passar fogo" em Fernando Henrique, Olívio foi cauteloso. "As palavras tem, às vezes, tantos sentidos, que se pode retirar, descontextualizar, enfim"
comentou.
"Penso que o governador Brizola quis fazer uma crítica à política econômica do País, que está vendendo patrimônio público por pouco mais que nada e isso não está trazendo benefícios à maioria da população", interpretou.


