Olívio condena teto "dúplex"
Olívio condena teto "dúplex"15/Mar, 17:14 Por Ayrton Centeno Porto Alegre, 15 (AE) - O governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra (PT), pediu urgência na votação pelo Congresso do teto salarial dos três Poderes. Definida a situação em nível federal, os Estados poderão estipular seus subtetos e reduzir distorções no vencimento do funcionalismo. Ele condenou hoje as manobras que poderão levar ao chamado "teto dúplex", que permite ao funcionário acumular salários e aposentadorias, onerando os cofres federais e estaduais. "Toda e qualquer coisa fora disso (do teto federal de R$ 11,5 mil ou de R$ 12,7 mil) é uma invenção para manter privilégios", classificou. Ele desconfia que, se passar o teto dúplex, "daqui a pouco vai ser criado o triplex", incluindo outras vantagens. No Rio Grande do Sul, o vencimento máximo pretendido é de R$ 7 mil, equivalente aos ganhos brutos do governador (o líquido é de R$ 4,2 mil). Atualmente, existem 4,6 mil servidores recebendo acima de R$ 7 mil no Estado, abocanhando 16,4% da folha de pagamento. Olívio, que mora no Palácio Piratini, disse estar disposto a abrir mão de "cama, comida e roupa lavada" se o subteto não ultrapassar os R$ 7 mil. No começo de 1999, o governador congelou seus vencimentos, os do vice, e os do secretariado. Durante reunião-almoço na Federação das Associações Empresariais/RS (Federasul), Olívio ainda lamentou a lentidão com que caminha a reforma tributária no Congresso. "Está em eterno refogamento", comentou. Segundo ele, o projeto "está em bom termo, embora não seja o ideal ". Após reparar que a decisão está com o Executivo, que possui maioria no Congresso, afirmou que, aprovada, a reforma servirá de freio para a guerra fiscal entre os Estados.





