Óleo vaza na Baía de Guanabara Agência Estado
Rio - Pelo menos 35 mil litros de óleo diesel vazaram do tanque de um navio rebocador que afundou anteontem à tarde após acidente na Baía de Guanabara, no Rio. Técnicos da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) admitiram hoje que a mancha, concentrada próxima à Ponte Rio-Niterói, poderá atingir praias dos dois municípios, caso correntes marítimas e ventos espalhem o óleo em direção à orla. Bóias foram colocadas para evitar que isso aconteça. O plano de controle de acidentes na Baía foi acionado para tentar conter o avanço da mancha.
A Feema identificou os donos do rebocador, que afundou próximo à Ilha Fiscal. A embarcação pertence à empresa Saveiro, que presta serviços no cais do porto. De acordo com o diretor do Departamento de Controle Ambiental da Feema, Luiz Heckmayer, a empresa proprietária está sujeita a multa que varia de R$ 10 mil a R$ 50 milhões. ''Isso vai ser estabelecido pela Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca), disse Heckmayer, após um sobrevôo na baía. Vinculada à Secretaria Estadual do Meio Ambiente, a Ceca deverá reunir-se para decidir o valor da multa apenas na próxima terça-feira.
O plano de controle de acidentes conta com a participação de empresas, que participam com embarcações e equipamentos, como barreiras de absorção. Na noite de ontem, mergulhadores tentaram fechar o tanque do rebocador, mas não foi possível conter o vazamento A expectativa é que o rebocador seja retirado do fundo do baía até a sexta-feira. Ainda segundo Heckmayer, por ser leve, o óleo derramado deverá se dispersar dentro de três dias.





