Duas toneladas de óleo, segundo estimativa da Cetesb, vazaram na manhã de ontem do navio Smyrni Limassol (bandeira de Chipre) e atingiram parte das praias de Santos (72 km a sudeste de São Paulo). O vazamento aconteceu por volta de 5h30, depois que o Smyrni Limassol foi atingido pelo navio alemão Elizabeth Rikemeyer, que estava chegando ao porto de Santos e se dirigia ao terminal da Cosipa (Companhia Siderúrgica Paulista).
O Smyrni Limassol estava atracado no cais entre os armazéns 25 e 27, fazendo operação de desembarque de 16 mil toneladas de trigo. Supostamente desgovernado, o Elizabeth Rikemeyer bateu no navio de bandeira cipriota e abriu um rasgo de cinco a seis metros no casco, por onde começou a vazar o óleo.
Em consequência do acidente, a casa de máquinas do Smyrni Limassol teria ficado parcialmente inundada. Não havia informações, até a tarde de ontem, sobre as causas que levaram o navio alemão a se chocar contra o cipriota. Às 14 horas, a maré já havia levado o óleo até a praia da Aparecida, em Santos, cerca de quatro quilômetros distante do local do acidente. O óleo impregnou o trecho de areia mais próximo da água desde a Ponta da Praia até a praia da Aparecida.
Pelo menos dois dos sete quilômetros de praias de Santos foram atingidos pelo vazamento. Junto ao cais, no local do acidente, havia lâminas espessas de óleo boiando sobre a água, que exalavam um forte odor. Técnicos da companhia de saneamento e da Petrobrás tentavam conter a expansão do óleo utilizando barreiras flutuantes na área próxima ao navio.
Às 13h30, oito horas depois do acidente, eles ainda aguardavam a chegada de um caminhão-vácuo da Petrobrás que iria executar uma varredura em todo o trecho de cais próximo ao ponto do acidente, fazendo a sucção do óleo que boiava sobre a água.
O proprietário da empresa Tecmarine, o perito naval Marcos Roma, estava na tarde de ontem no local do acidente a pedido da Capitania dos Portos, segundo ele mesmo informou. Roma, cuja empresa é especializada em remoção de óleo do mar, disse que não podia iniciar o trabalho porque não havia ninguém que autorizasse e se responsabilizasse pela despesa.
Ele afirmou que já tinha preparado barreiras convencionais e absorventes e a aplicação de produtos biodegradáveis, esquema que teria por objetivo evitar a expansão da mancha de óleo.

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