Brasília – Identificado no País há cerca de um mês, o zika vírus, novo "primo" da dengue, já soma casos confirmados em ao menos oito Estados, segundo o Ministério da Saúde e secretarias estaduais. Até o dia 3 de junho, haviam sido confirmados casos de zika vírus na Bahia, Rio Grande do Norte, São Paulo, Alagoas, Pará, Roraima e Rio de Janeiro. Maranhão também confirmou o primeiro registro da doença na última quarta-feira.
O ministério não informou o total de casos. Em contato com as secretarias estaduais, a reportagem identificou ao menos 34 registros já confirmados após exames. O aumento rápido do número de casos indica que o zika, porém, já circulava no Brasil desde o ano passado, mas só agora passa a ser contabilizado entre os registros epidemiológicos.
A suspeita é que o vírus tenha chegado ao País com turistas durante a Copa do Mundo. Em nota, o ministério afirmou que "está monitorando a circulação do vírus" e prepara um documento técnico com proposta de vigilância e orientações para todos os Estados e municípios.
O governo, no entanto, disse que não contabilizará mais casos por considerar a doença "benigna" - embora seja transmitida pelo mesmo vetor, o Aedes aegypti, a doença tem sintomas considerados mais leves e recuperação mais rápida, em até sete dias.

SINTOMAS
Descoberto pela primeira vez no mundo na Uganda no fim dos anos 1980, o zika vírus se caracteriza por manchas no corpo, coceira, febre baixa, além de dor de cabeça, dores musculares e nas articulações. Pacientes também podem apresentar vermelhidão nos olhos, sem, contudo, ter secreção ou coceira. Apesar do recente aumento de casos, a expectativa é que a doença possa ter uma trégua nas próximas semanas devido à chegada do inverno, que torna o clima desfavorável ao mosquito transmissor -assim como ocorre com a dengue.

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