São Paulo, 22 (AE) - Oito testemunhas de acusação do motoboy Francisco de Assis Pereira, de 32 anos, conhecido como o maníaco do parque, foram ouvidas nesta segunda-feira (22) em uma audiência de instrução no processo que apura as circunstâncias das mortes de Patrícia Gonçalves Marinho e Rosa Alves Neta. As duas foram assassinadas no Parque do Estado, na zona sul, e Pereira assumiu a autoria dos crimes.
O acusado acompanhou impassível e atento mais de cinco horas de depoimentos. Foram convocados o delegado Sérgio Alves, que cuidava do caso no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), uma irmã e uma prima de Patrícia, uma irmã de Rosa e quatro mulheres que contaram ter conseguido escapar do maníaco, apesar de terem sido convencidas por ele a entrar no parque. Duas delas disseram ter sido violentadas. Todas foram espancadas.
Perdão - A vítima Lirane de Magalhães contou que, após estuprá-la, Pereira deitou-se sobre seu corpo e chorou. "Depois de tudo ele me deixou amarrada a uma árvore e pediu perdão pelo mal que me havia feito", disse a dona de casa Sandra Aparecida de Oliveira, de 20 anos, casada e mãe de um menino de 2 anos.
"Os depoimentos das vítimas confirmam que o acusado agia com extrema articulação, tinha domínio da situação e mostrava-se muito sedutor", comentou o promotor Edilson Mongeor Bonfim. Ele insiste que sejam ouvidas ainda o ex-patrão do motoboy, Jorge Alberto do Rêgo Santana, e duas dentistas que fizeram o exame na arcada dentária para o reconhecimento do corpo de Rosa Alves Neta.
As testemunhas foram convocadas, mas não compareceram hoje. Nova audiência deve ser marcada nos próximos dias para que sejam ouvidas.
Pereira já foi pronunciado no caso do assassinato de Selma Ferreira de Queiroz, com base em provas materiais e indícios. A defesa, entretanto, tem cinco dias para recorrer.

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