Oito bancos sofrem atentado à bomba na Colômbia
Bogotá, 27 (AE-AP) - Uma onda terrorista foi registrada durante a noite de ontem (26) e nesta madrugada (27), em Bogotá, com a explosão de pequenas bombas, que não deixaram vítimas, mas causaram danos nas fachadas de oito instituições bancárias. De acordo com a polícia colombiana, aparentemente, os atentados foram realizados pelos comandos urbanos da guerrilha. Os atentados ocorreram no mesmo momento em que as centrais sindicais preparam uma paralisação nacional para a próxima terça-feira e que conta com o apoio de grupos guerrilheiros. As centrais estão convocando uma greve geral por tempo indeterminado até que o governo aceite 41 exigências formuladas pelos sindicatos. Os ministros do presidente Andrés Pastrana alertaram os organizadores do movimento que a paralisação poderá agravar a violência e a crise econômica que atingem o país, de 40 milhões de habitantes. "O governo respeita o direito dos trabalhadores de protestar pacificamente, porém, não permitirá atos de violência", disse o ministro do Interior, Néstor Humberto Martínez. Ele acrescentou que o governo responderá, na segunda-feira (30), sobre as exigências das centrais sindicais. As autoridades colombianas acreditam de que ainda é possível evitar a greve, embora os organizadores assegurem que o movimento é irreversível. Luis Eduardo Garzón, presidente da Central Única de Trabalhadores, denunciou que os dirigentes da greve geral estão recebendo ameaças de morte. "Porém, não vamos nos esconder e o governo será responsável sobre o que possa ocorrer", disse. Entre outros pontos, os sindicatos exigem a moratória no pagamento da dívida externa, mudança do modelo econômico neoliberal e suspensão das negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para um crédito de US$ 3 milhões. Para os sindicatos, o FMI impõe uma política insuportável de austeridade aos países que recebem seus recursos. O ministro da Fazenda colombiano, Juan Camilo Restrepo, disse que essas exigências são inaceitáveis e assegurou que uma greve geral irá agravar a situação econômica do país, pois provocaria um prejuízo diário de 250 milhões de pesos (US$ 130 milhões) pela paralisação na produção. "A greve não é justificada. O país tem imensas dificuldades e a forma de resolvê-las não é parando a produção", disse o ministro. Os donos de empresas de transportes em Bogotá e em outras cidades têm anunciado que irão aderir à greve. A guerrilha colombiana vem distribuindo panfletos nas regiões sul e noroeste do país informando que, a partir desta terça-feira, irá vigorar a "paralisação armada" e que será proibida a circulação de veículos.





