Oficial do TJ é acusado de fraudar júri em Altamira
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2004
Agência Estado 
Belém - Três funcionários do Hotel Regente e três jurados apontaram hoje, durante depoimento na Polícia, o oficial de Justiça Almiro Carvalho como a pessoa que mandou religar os telefones dos responsáveis pela absolvição da vidente Valentina de Andrade. Ela foi inocentada, em dezembro, da acusação de autoria intelectual nas castrações e mortes de crianças em Altamira, no sudoeste paraense.
Carvalho tentou sustentar sua opinião de que não havia autorizado as religações, atribuindo-as ao chefe de serviços gerais do TJ, Gilberto Pontes, mas sua versão caiu por terra diante de tantos depoimentos desfavoráveis durante a acareação. A Justiça determinou a quebra do sigilo bancário dos sete jurados e dos três oficiais que participaram do julgamento. O promotor Pedro Crispino, que acompanha o caso, disse que houve ''falha do Tribunal de Justiça ao não garantir a incomunicabilidade do júri''.


