Belém - Está cada vez mais complicada a situação do oficial de Justiça Almiro Carvalho, acusado de ter mandado instalar telefones nos quartos dos jurados, quebrando a incomunicabilidade do júri que em dezembro passado absolveu Valentina de Andrade da acusação de autoria intelectual de castração e morte de crianças em Altamira, no sudoeste do Pará. Durante acareação ontem na polícia com o chefe da Divisão de Serviços Gerais do Tribunal de Justiça, Gilberto Pontes, o oficial disse que não autorizou a utilização de telefones pelos jurados, dizendo que a iniciativa partiu do próprio Pontes.
O delegado Valdir Freire, presidente do inquérito, porém, já tem os depoimentos de funcionários do hotel onde os jurados se hospedaram acusando Carvalho de ter exigido a instalação dos telefones.
A presidente do TJ, desembargadora Maria de Nazareth Brabo de Souza, exonerou Pontes do cargo.

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