garantiu o oficial, disposto a abrir todos os registros de imóveis até para o ministro da Política Fundiária, Raul Jungmann. "Quero colaborar." Respondendo pelo cartório desde 1993, Ibanez explicou que a sua tarefa é simplesmente registrar o imóvel, depois de checadas informações sobre as terras negociadas. Ele diz que não colhe assinaturas de ninguém para a documentação de transferência do imóvel, um encargo do tabelião. Ele lembra ainda que a corregedoria de São Paulo é muito rigorosa e está constantemente fiscalizando os cartórios. Segundo ele, um oficial pode perder o cartório e até preso, se comprovada a sua participação em irregularidade. Ibanez contou que o cartório na comarca de Presidente Bernardes foi criado em 1955. Ele assegura que desde essa data até hoje nunca houve o tipo de fraude denunciada pelo ministro Jungmann. "Se houve erro, foi no passado", diz. Desde a publicação da lista dos 50 cartórios sob suspeita de estarem envolvidos em grilagem de terras no País, Ibanez diz que não tem tido mais tranquilidade de sair às ruas da cidade de 12 mil habitantes. Toda a documentação levantada pelo ministério sobre a participação de cartórios na grilagem de terras será enviada às procuradorias de Justiça dos estados. Será tarefa das procuradorias realizar correição extraordinária, uma espécie de auditoria das certidões emitidas pelo cartório. Segundo Ibanez, antes mesmo da divulgação da lista, o seu cartório já passou por uma correição.Por Sandra Sato Brasília, 20 (AE) - O oficial do cartório da comarca de Presidente Bernardes (SP), José Alexandre Ibanez, contestou hoje a inclusão de seu estabelecimento na lista de cartórios suspeitos de ajudar a grilar terras, preparada pelo Ministério da Política Fundiária e do Desenvolvimento Agrário e divulgada semana passada. "Esse cartório não cometeu esse tipo de crime"

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