Oficial da PM na prisão por desviar veículos apreendidos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 09 de julho de 2009
Diego Ribeiro<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Um subtenente da Polícia Militar (PM) foi preso, anteontem, pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público Estadual (MP-PR), acusado de desviar veículos apreendidos pela Delegacia de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Ele é ex-gestor da unidade local.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (Sesp), de 2003 a 2008, foram excluídos do quadro geral 137 policiais civis e 249 policiais militares acusados de transgressão das normas disciplinares.
O subtenente e mais duas pessoas que trabalhavam naquela unidade, atuando como policiais, sem qualquer vínculo empregatício com o Estado e preparo para exercer a atividade, montaram um esquema de desvio de peças automotivas e armas apreendidas em operações realizadas pela delegacia. Seus nomes não foram revelados pelo MP.
Um veículo foi recuperado e estava completamente depenado. Segundo a Sesp, quem respondia pela unidade até o dia 5 de maio deste ano era a delegada Gisele Durigan. Desde então, o delegado Artem Dach chefia a delegacia com apoio de uma equipe.
O delegado Dach foi procurado pela reportagem, mas pediu para a Sesp comentar o caso. A Sesp esclareceu que colaborou com toda investigação do Gaeco. Nenhum integrante do Gaeco falou sobre a investigação. Nenhuma informação sobre qualquer participação de policiais civis foi revelada.
O MP contou que, no dia 25 de junho, duas outras pessoas foram presas em flagrante por crime de receptação e por desacato e porte de acessório de arma de uso restrito (luneta). Na casa de um deles, os policiais apreenderam também várias armas de fogo e o motor de um veículo apreendido, que estava instalado em seu veículo particular.
Na sequência das investigações, foi confirmada a participação dos envolvidos no esquema de desvio de peças automotivas e armas apreendidas em operações realizadas por funcionários da delegacia, relatou o MP.
Os funcionários da delegacia, conforme o MP, realizavam operações para apreender armas e veículos irregulares e, depois, cada um ficava com uma parte do que fosse arrecadado.


