Oficial da PM é executado em Curitiba
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quarta-feira, 03 de outubro de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Reportagem Local 
Curitiba - O tenente-coronel de reserva da Polícia Militar do Paraná (PMPR), José Antônio Pazinato, de 56 anos, foi executado ontem, por volta das 14h20, no cruzamento das ruas José Lins do Rego e Ada Macaggi, no Bairro Alto, em Curitiba. Ele estava em um Uno, acompanhado da jovem Débora Cristina Nunes Javozki, de 30, que também foi atingida pelos disparos e morreu no local.
Informações preliminares da Polícia Civil, dão conta que de o corpo do militar estava com sete perfurações - no abdômen e braço direito; e a mulher estava com duas perfurações - no ombro esquerdo e no pescoço. As autoridades não souberam precisar quantos tiros foram efetuados contra o veículo. O autor dos disparos usou uma pistola calibre 9 milímetros para cometer o crime. A polícia também acredita que os tiros foram feitos de um carro que emparelhou ao lado do Uno porque não foram encontradas cápsulas dos projéteis.
Os moradores da região informaram que ouviram os disparos e o barulho de um veículo saindo do local, mas que não conseguiram identificar o autor dos assassinatos. ''Ainda não sabemos a relação do tenente de reserva com a jovem, apesar de familiares terem dito que eles eram conhecidos. Como os tiros foram efetuados a curta distância e em direção à janela do motorista, a princípio podemos acreditar que Pazinato era o alvo do assassino'', disse o delegado Cristiano Quintas, da Delegacia de Homicídios de Curitiba.
De acordo com a polícia, Débora morava nas proximidades e, segundo a família, era usuária de drogas. A irmã da jovem assassinada também teria dito que ela estava com um namorado novo. Entretanto a polícia não quis confirmar se a relação era com o tenente-coronel. ''Não podemos afirmar nada e precisamos colher mais depoimentos para esclarecer o homicídio. Poucas testemunhas no local quiseram cooperar o que atrapalha a investigação, mas vamos apurar todos indícios para esclarecer o crime'', afirmou o delegado.
Inês Javozki, mãe de Débora confirmou que a filha era usuária de crack e que vivia nas ruas, voltando para casa de vez em quando. Além disso, ela informou que Débora deixou dois filhos pequenos. A mãe também disse que não conhecia o tenente e nem sabia se ele era o novo namorado da filha. ''Nunca vi esse homem, fiquei sabendo que ela conhecia alguém novo, mas não sabia quem ele era'', contou, emocionada. Conforme a polícia, nenhum familiar do tenente coronel esteve no local do crime.
Várias viaturas da PMPR se deslocaram para o Bairro Alto, para acompanhar o levantamento de informações. O delegado Cristiano ainda reforçou que é importante aguardar os laudos do Instituto de Crimininalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML), que vão auxiliar na investigação.


