Oficiais vão fiscalizar tropa da PM nas ruas
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quinta-feira, 18 de setembro de 1997
Agência Estado São Paulo 
Sílvio Ribeiro/Agência Estado
(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)Dando o exemploO comandante, Carlos Alberto Camargo, diz que também vai para a ruaO novo comandante da Polícia Militar de São Paulo, coronel Carlos Alberto de Camargo, prometeu colocar hoje nas ruas todos os oficiais para fiscalizar a tropa no combate à criminalidade. Ele vai fazer mudanças no método de trabalho.
Punirá com rigor os maus policiais, fará cumprir os horários e adotará como prioridade o ataque aos ladrões nos cruzamentos, pontos de maior incidência de furtos e roubos de veículos, além do combate a roubo de cargas e residências. Nossa previsão para dar início a todo o plano é de curtíssimo prazo e eu também vou para a rua, disse o coronel.
Camargo chegou ontem pela manhã da Itália, vestiu a farda e foi para a Secretaria da Segurança, onde conversou durante duas horas com o secretário José Afonso da Silva. À tarde, no quartel general, reuniu-se por cinco horas com os oficiais que farão parte de seu comando e montou o primeiro plano de combate ao crime.
Ele afirmou não se importar se muitos coronéis ligados ao ex-comandante Claudionor Lisboa pretendem se afastar das chefias e esperar o tempo certo para se aposentar. Vamos trabalhar com o que temos e garanto que será com eficiência. Salientou estar acostumado a desafios, pois nos últimos anos trabalhou à frente da Tropa de Choque cuidando de movimentos sociais, crises e rebeliões.
A exemplo de outros ex-comandantes, Camargo também prometeu colocar em prática a polícia comunitária, o policial de quarteirão com uma área restrita de fiscalização. Quer a colaboração da população para lutar contra o crime e pretende submeter os militares a cursos para que possam se atualizar. O policial deve ser visto como um amigo, conhecer as ruas, as pessoas e toda a região onde trabalha.
Bicho - O secretario de Segurança Pública, general Nilton Cerqueira, condenou ontem o desvio de conduta dos 15 oficiais - capitães e tenentes - do 3º Batalhão da Polícia Militar (Méier), acusados de receber propinas do banqueiro do jogo do bicho, José Escafura, o Piruinha. Infelizmente, nesses dias, o povo brasileiro tem tomado conhecimento de crimes praticados por profissionais de polícia, em diversos estados e no próprio Distrito Federal, disse Cerqueira numa referência aos PMs envolvidos no sequestro da filha do deputado distrital e empresário Luís Estevão, há duas semanas.


