Office-boy afirma ter visto agressão e aponta quatro acusados de participação na morte de adestrador
São Paulo, 11 (AE) - Com declarações confusas, o office-boy Abraão Godoi Teixeira, quinta testemunha de acusação a ser ouvida no processo que investiga a morte do adestrador de cães Edson Neris da Silva, disse que presenciou a agressão ao rapaz e seu acompanhante a cerca de 300 metros de distância. Ele reconheceu quatro acusados. "Vi a loira batendo com um soco inglês em Silva, depois de Sá dar uma rasteira nele". Teixeira disse ter visto ainda Henrique Velasco e David Alves dos Santos Júnior baterem em Silva.
Contou que estava saindo de um bar para buscar sua mulher quando viu o grupo em volta dos dois homens. Com passagem na Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem) por tráfico de drogas, Godoi foi incluído como testemunha hoje, na durante a audiência. Afirmou também ter sido vítima de skinheads em São Caetano do Sul, no ABC. "Me bateram porque sou clubber, mas não denunciei à polícia". Defesa - O juiz José Ruy Borges Pereira declarou que Borges deverá ser incluído no programa de apoio a testemunhas da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Durante a audiência, o juiz Pereira indeferiu várias vezes perguntas sobre a escolha sexual das testemunhas.
Para o advogado de Regina, Jurandy Santana da Rocha, não há indícios que possam levar a condenação de nenhum dos réus. "É absurdo haver tantas contradições nos testemunhos". Mas para o promotor Marcelo Milani, as testemunhas de acusação mostraram provas que permitem os réus irem a julgamento. "Tenho fita com a voz de Borges gravada, que comprova o telefonema à polícia na hora do crime".





