Oferta pública da Portugal Telecom será um sucesso, diz executivo da empresa16/Mar, 13:11 Por Jair Rattner, especial para a AE Lisboa, 16 (AE) - As indicações do mercado são de que a oferta pública lançada pela Portugal Telecom para a compra das ações ordinárias da Telesp Celular será um sucesso, afirmou o administrador responsável pela Portugal Telecom Internacional, Miguel Horta e Costa. "As reações do mercado em geral e de especialistas do mercado brasileiro são excepcionais. Não só consideraram que a oferta tinha sido extremamente oportuna, como por outro lado consideraram que o valor oferecido era exatamente o que deveria ter sido, nem mais, nem menos", disse o executivo à Agência Estado. Para o administrador, são três os fatores considerados pelos que dão a garantia de que a operação será bem sucedida: "O fato de termos um eco muito positivo em relação à oportunidade da operação, ao seu desenho, e concretamente, ao valor, para nós dá garantias de que esta operação pode ter muito sucesso". Ele não quis revelar quais os analistas que fizeram a avaliação. Os recursos para a compra das ações ordinárias da Telesp Celular deverão vir da colocação no mercado português de ações de uma nova empresa da Portugal Telecom na área das novas tecnologias de informação. "Sem prejuízo de soluções de financiamento intercalares, nós pensamos financiar esta operação com os resultados do "float" da PT M.COM, que iremos lançar no mercado." Na oferta pública de compra, a Portugal Telecom está sendo assessorada por dois bancos, o Merril-Linch e o Banco Espírito Santo-Boavista. Banda C - Em relação à decisão da Anatel sobre a norma técnica para a Banda C, Horta e Costa toma uma posição de equidistância, apesar de sua empresa ter maior experiência com o GSM. "Estamos muito à vontade nas duas frequências. A Portugal Telecom tem tido um sucesso notável com ambas as tecnologias. Em Portugal, em Marrocos, no Botswana, em Cabo Verde e em Macau operamos GSM. No Brasil estamos a operar CDMA. Em qualquer das duas tecnologias temos obtido sucessos importantes." Ele afirma que para a Portugal Telecom não fará diferença a opção da Anatel: "Temos relações muito estabilizadas com fornecedores, conhecemos profundamente as duas tecnologias, temos uma sensibilidade à comercialização dos serviços em ambas as tecnologias e, portanto, estamos muito à vontade qualquer que seja a decisão das autoridades em relação à escolha da tecnologia". Diplomaticamente, Horta e Costa evita comparar a tecnologia européia com a norte-americana: "Creio que já começa a ser difícil estabelecer uma diferença marcada entre as duas. A tecnologia GSM está profundamente estabilizada e permite uma gama variadíssima de facilidades e de serviços. Mas também o CDMA, que é uma tecnologia nova e que está em desenvolvimento notável, também permite um mundo de facilidades, de serviços e de produtos.

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