Oferta de itens de marca própria cresceu 117%
São Paulo, 21 (AE) - O número de itens de marca própria vendido nos supermercados brasileiros cresceu 117% de 98 para 99
segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Dos 4.350 itens ofertados, 40% são alimentos, 7% artigos de limpeza, 4% de higiene pessoal e o restante reúne produtos de bazar, do setor têxtil e equipamentos eletroeletrônicos.
Nas categorias de produtos, que reúne vários itens de um mesmo segmento, o incremento foi menor. Em 98 existiam 196 categorias de marca própria e, em 99, esse número foi 220. O acréscimo foi de 12%. No ano anterior, de 97 para 98, o crescimento havia sido de 38%, em número de categorias, segundo pesquisa da consultoria AC Nielsen. A marca própria tornou-se uma ferramenta tão usual dos supermercados que 85% das 20 maiores companhias no Brasil têm esse tipo de produto para oferecer a seus clientes.
Em 99, as marcas próprias responderam por 5% do faturamento das dez maiores redes de supermercados, de acordo com a pesquisa da AC Nielsen. A fatia desses produtos nas vendas das grandes redes deve subir para 8% neste ano. Apesar disso, a participação das marcas próprias no varejo brasileiro ainda é pequena comparada com porcentuais da Inglaterra, França e Suíça. Neste último país, a marca própria chega a representar cerca de 80% das vendas de uma grande rede varejista.
A demanda por informações sobre marcas próprias é tamanha que a diretoria da Abras fez esta semana, em São Paulo, um seminário para discutir o assunto. É que a marca própria é uma ótima oportunidade de negócios. Pesquisa da AC Nielsen, feita em março deste ano com 700 consumidores, distribuídos entre São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife, revela que 18% deles não conhecem marcas próprias, 26% conhecem e não compram e 56% conhecem e compram. Há, portanto, praticamente a metade (44%) do mercado a ser conquistado.
As categorias de produtos com marca própria mais procuradas são as commodities. O arroz lidera, com 28% do mercado, seguido pelo feijão (17%), café (12%), detergente (9%) e papel higiênico (6%).
O consumidor, que até pouco tempo olhava atravessado para os produtos de marca própria, está deixando de lado o preconceito e passou a incluir esses produtos na compra. A dona de casa Eliane Camps compra marcas próprias há três anos. Ela conta que, com isso, conseguiu reduzir em cerca de 50% a despesa de supermercado. Eliane ressalta, porém, que para itens como refrigerante, bolachas e achocolatados ela não abre mão dos produtos líderes.





