De acordo com a ONU, 15% das mulheres enviadas para a Europa são brasileiras. O chefe do Departamento de Estrangeiros do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, questiona esse porcentual, que considera exagerado. ''As informações que temos das polícias de países europeus é de que a maioria das mulheres são da Rússia e de países soviéticos'', afirmou ele, indicando os Estados de Goiás, Pernambuco, Ceará, Pará, Rio, São Paulo, Espírito Santo e Bahia como rotas brasileiras do tráfico humano.
Barreto alertou para uma nova forma de aliciamento de mulheres usada pelo tráfico. Através de agências de matrimônio e jornais, é oferecido casamento às mulheres que vão ser usadas sexualmente por estrangeiros que estão pagando aos agenciadores. Depois de algum tempo, eles as mandam de volta. Frustradas e sem dinheiro, elas normalmente são usadas para prostituição, pelos mesmos agenciadores.
Ele disse que o Brasil não tinha um combate efetivo ao crime até a assinatura da Convenção de Palermo (Itália) em dezembro de 2000. A Convenção, assinada por 140 países, alertou o mundo para o crime, que tem caráter transnacional e só pode ser enfrentado de forma conjunta pelos países.

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