São Paulo, 5 (AE) - Transportadoras do Paraná, São Paulo e Mato Grosso estão detectando um menor número de caminhões de autônomos disponíveis esta semana. Edir Quiqueto, da transportadora Transvale, de Assis (SP), afirma que há açúcar para ser embarcado para o Porto de Santos, mas diz há motoristas parados, à espera de uma definição nas negociações entre o governo e os caminhoneiros, depois da greve da semana passada.
"Os motoristas não estão aguentando trabalhar, em função dos altos gastos com combustível e pedágios", explica. Quiqueto não acredita em uma alta nos preços e afirma que as usinas de açúcar estão estocando a mercadoria que não pode ser escoada.
Wilson Pinheiro, da transportadora Rodomax, de Cascavel (PR), afirma que está faltando caminhão no Estado. "Eles estão fugindo do pedágio", explica Pinheiro, dizendo que muitos motoristas estão preferindo trabalhar na Bahia, onde os gas tos com pedágio são menores. Ele disse que está havendo, em Cascavel
demanda pelo transporte de soja a granel para Paranaguá e de trigo a granel para Santos, em um volume total de cerca de 2 mil toneladas por dia.
Tony Silva, da corretora Granoforte, também de Cascavel, disse que menos de 50% dos motoristas da região estão trabalhando nesta semana. Reginaldo Souza Silva, da transportadora Roma, de Rondonópolis (MT), conta que há caminhoneiros que não voltaram ao trabalho depois da greve.
Ele afirma que há boatos de nova paralisação. "Alguns motoristas só estão fazendo serviço por perto, com medo de ir para longe e ficar parado na estrada", disse Silva. Saulo Sagamelo, da Transportadora Gramado de Cuiabá (MT), disse que está havendo frete de farelo de soja da àleos Vegetais Paraná (Olvepar) para a Cargill, no Guarujá. Ele afirmou também que os caminhões estão voltando com adubo para o Mato Grosso.

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