A limitação do uso de solos em região de bacias hidrográficas e a participação da população em projetos ambientais são os principais itens propostos apresentados pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para garantir a preservação dos recursos hídricos e ao mesmo tempo melhorar a saúde da população do continente.

Entre as palestras realizadas ontem -durante o 4º Diálogo Interamericano de Gerenciamento de Águas em Foz do Iguaçu- ''água, saúde e equidade social'' foram os principais temas discutidos. Para o responsável pelo setor de Recursos Hídricos da OEA, Bernhard Griesinger, a solução para equilibrar definitivamente os três fatores é o gerenciamento coerente dos mananciais e a educação ambiental. ''Mais de 90% das ações ambientais são corretivas e não preventivas. Para gerir uma região de bacia é necessário definir onde se deve colocar uma indústria ou residência e ainda delinear as áreas de preservação permanente'', explicou Griesinger. Ele destacou que os projetos sociais ligados à saúde seriam facilitados com isso.

O assessor regional brasileiro da Organização Panamericana de Saúde (OPS), Paulo Cezar Pinto, também defendeu o trabalho de gerenciamento dos recursos hídricos como garantia de boa água e, consequentemente, boa saúde à população mundial. ''É bastante considerável a quantidade de internações nos hospitais decorrentes de água contaminada. A simples falta de água pode resultar em infecções'', disse Paulo Pinto. Segundo ele, a falta de pressurização nos encanamentos recua a água e permite a entrada de esgoto nas tubulações.

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