Washington, 26 (AE) - A pedido dos Estados Unidos, a Organização dos Estados Americanos (OEA) arquivou nesta quarta-feira (26) um polêmico projeto de declaração, que seria aprovado na próxima assembléia geral, marcada para junho na Guatemala.
O texto, proposto pelos EUA e aprovado pelos outros 33 países, pretendia garantir a liberdade de expressão, mas foi duramente criticado por fazer o contrário.
A liberdade de expressão já está garantida pelo artigo 13 da Convenção Interamericana de Direitos Humanos - o que, de acordo com o Brasil, bastava. Mas o governo dos Estados Unidos quis dar um passo além, propondo uma declaração que oferecesse maiores garantias aos jornalistas.
O texto, aprovado por todos os membros da OEA, acabou desagradando a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), com sede em Miami.
Segundo a SIP - cujas opiniões foram refletidas num editorial do New York Times do último dia 25 - o texto na verdade limita a liberdade de expressão. E o jornal questiona o apoio do presidente Bill Clinton à iniciativa.
Hoje, um dia depois da publicação do editorial, a proposta de declaração foi retirada, a pedido do governo norte-americano. Ela será rediscutida para ser reapresentada na assembléia seguinte.

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