ODONTOLOGIA - Sorriso novo em 24 horas
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domingo, 01 de abril de 2007
Lola Felix<br>Agência Estado 
São Paulo - A empresária Eliane Pappi hoje faz questão de abrir um sorriso para as fotos. Três meses atrás, a história era diferente. Eliane não tinha ossos suficientes na face para reconstituir toda a arcada dentária. Os implantes zigomáticos, desenvolvidos na Suécia nos anos de 1960, devolveram o sorriso a ela. Nele, os implantes são feitos através de parafusos de titânio que servem como substitutos das raízes dentárias e sobre os quais são construídas próteses fixas. ''Elas são muito parecidas com os meus dentes de antes'', elogia a empresária.
Indicados para casos de atrofia óssea, os implantes zigomáticos evitam enxertos ósseos complicados. ''Antes, era preciso retirar osso da região da bacia para o enxerto'', diz o implantodontista Cristian Corrêa, do Núcleo de Implantodontia Dr. Cristian Corrêa & Equipe, em São Paulo. Entre a cirurgia e o implante definitivo, o paciente precisava esperar até um ano para ter dentes. Agora, pode voltar a sorrir em até 48 horas.
Eliane se beneficiou de um procedimento chamado pelos implantodontistas de carga imediata. Quando não associado à técnica do implante zigomático, por exemplo, a carga imediata pode reconstruir um sorriso em até 24 horas.
O cirurgião-dentista Gustavo Petrilli, da Implantes Odontológicos do Brasil (Imbra), também na capital paulista, diz que, se o paciente chega ao consultório às 7h, pode estar em casa às 19h com novos dentes na boca. ''Temos todo um laboratório protético à nossa disposição'', explica.
Nos implantes de carga imediata, são utilizados materiais biocompatíveis, como o titânio. As chances de insucesso são mínimas. Mesmo assim, o processo pode ser repetido até dar certo.
Implantodontistas garantem que os procedimentos de implante, com a ajuda de uma anestesia, não doem. Mas se o paciente sente fobia ou ansiedade, não adianta tranquilizar ou ouvir depoimento de quem passou por isso. Neste caso, uma opção é utilizar a sedação consciente ou analgesia inalatória. Feita com gás óxido nitroso - uma mistura de óxido nitroso e oxigênio - ela garante uma minimização do medo do dentista.
''Uma grande vantagem da sedação consciente é que ela não causa anestesia geral, possibilitando ao paciente responder aos estímulos'', ressalta Francisco Ribeiro, professor de Odontologia na Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban). Nos EUA e Europa, mais de 80% dos consultórios utilizam este procedimento na sua rotina diária. No Brasil, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) regulamentou o uso em 2004.


