São Paulo, 05 (AE) - O Grupo Odebrecht está quase fora da reestruturação idealizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor petroquímico nacional, mantendo a posição de liderança no setor. A empresa está prestes a fechar no mercado internacional um financiamento de longo prazo, que cobrirá o pedido de empréstimo de R$ 390 milhões que fez à instituição e que não foi concedido porque o grupo não passou a Trikem para outra companhia e não ficou apenas no Pólo Petroquímico do Sul (Copesul).
A demora na reestruturação do setor petroquímico, que há três anos é discutida, mas não sai do papel, deu tempo para que a Trikem voltasse a faturar bem, ajustando-se financeiramente, enxugando e reduzindo custos em mais de US$ 40 milhões anuais. Pagou também os empréstimos de curto prazo feitos em dólar e que foram atingidos pela desvalorização cambial de janeiro.
O que gerou dificuldades para o Grupo Odebrecht foram os elevados investimentos que realizou nos últimos quatro anos na área petroquímica e que chegaram a US$ 1 bilhão. Ainda no fim do primeiro semestre, inagurou uma fábrica com a capacidade de produzir 280 mil toneladas anuais de polietileno, no Copesul, onde investiu US$ 190 milhões. Investiu também numa fábrica de polímeros em Itatiba, em São Paulo; e na de polietileno tereftálico em Camaçari, na Bahia; além de investimentos na Trikem; e outros em infraeestrutura.
Do total investido na nova fábrica do Copesul, pelo menos um terço foi com recursos do BNDES. A nova fábrica fornecerá polietileno para o mercado externo, principalmente para o Mercosul e também para o mercado do País. A nova fábrica começou a faturar e, com o aumento do preço do polietileno e com exportações, o Grupo Odebrecht está fazendo caixa também com as outras unidades que estão operando.

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