Odebrecht nega acusação de grupo angolano
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 1999
Por Felipe Werneck 
Rio de Janeiro, 11 (AE) - A empreiteira Odebrecht rebateu as acusações de Rui Oliveira, do Centro para o Desenvolvimento e Democracia em Angola - nome assumido em Portugal pela Unita (União para a Independência Total de Angola).
A Odebrecht, por meio de sua Assessoria de Imprensa, negou que tenha recebido uma concessão do governo de Angola para explorar as minas de diamantes da Região das Luandas sem a participação acionista da Unita, como previra o protocolo de Lusaka, assinado em 1994, como afirma Oliveira.
"A informação não procede porque a concessão da exploração de diamantes onde trabalha a Odebrecht foi feita para a Sociedade de Desenvolvimento Mineira de Angola, que tem como sócios a estatal Endiama (Empresa Nacional de Diamantes de Angola), a australiana Ashton-Ming e a Odebrecht", diz a assessoria da empreiteira.
A Odebrecht alega que pratica "descentralização de responsabilidades" no País e que, por isso, o empresário que poderia responder pela negociação encontra-se em Angola.
Sobre a afirmação de Oliveira de que a Odebrecht teria recebido a concessão do abastecimento logístico das Forças Armadas da Organização das Nações Unidas (ONU) sem concorrência, a assessoria da empreiteira limitou-se a dizer que "não responde pelo secretário-geral da ONU."


