Ocupação na UEL pode atrasar retorno das aulas
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quarta-feira, 24 de junho de 2015
Rafael Fantin<br>Reportagem local 
Os universitários do Diretório Central dos Estudantes (DCE) ocuparam a reitoria da Universidade Estadual de Londrina (UEL) após assembleia realizada na noite de terça-feira, que manteve a paralisação dos alunos, apesar de professores e servidores terem decidido pela suspensão da greve. Segundo o estudante de pós-graduação e integrante do Comando de Greve, Lucas Godoy, a ocupação foi realizada com a participação de cerca de 260 estudantes, que se revezam em turnos no local.
Até o noite de ontem, os universitários continuavam na reitoria e uma nova assembleia seria realizada para discutir o movimento. Entre as reivindicações, estão a regularização da verba de custeio repassada a universidade pelo governo e o retorno das atividades do Restaurante Universitário, que passa por uma obra de ampliação. "Não queremos provocar nenhum tumulto, mas esperamos uma reposta da reitora para que as aulas retornem com conquistas para os estudantes", afirmou.
Em entrevista coletiva concedida ontem à tarde no Museu Histórico (centro), a reitora Berenice Jordão comentou que encaminhamentos para atender a pauta de reivindicações dos estudantes só podem ser realizados com o funcionamento da reitoria e disse que ficou "surpresa" com a invasão, já que a universidade estava em processo de negociação com os alunos. Além disso, ela afirmou que até a convocação do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) para discussão do novo calendário para reinício das aulas depende da desocupação da reitoria. "A ocupação pode vir a atrapalhar a volta às aulas. Acredito que esse não é o objetivo dos estudantes. Mas com eles lá dentro, tudo vai ser mais difícil, pois não tem como fazer a gestão da universidade fora da reitoria. Infelizmente, não há essa possibilidade", justificou. Em relação às obras no RU, ela informou que devem ser entregues em setembro.
Questionada sobre medidas judiciais para desocupação do local, a reitora respondeu que vai optar pelo "diálogo" e que nenhum prazo foi definido para que os estudantes deixem a reitoria. No entanto, ela revelou que pretende convocar o conselho ainda hoje para discussão do calendário amanhã, caso a reitoria seja desocupada. "Estou sem os documentos e as ferramentas naturais para que a convocação ocorra. É de lá que eu preciso adotar esse procedimento e medidas necessárias", disse. Berenice ainda lembrou que o termo de compromisso do governo prometeu a retirada de ações judiciais contra as categorias envolvidas na greve, caso os novos calendários fossem definidos após a suspensão da paralisação.
Fim da greve
Os docentes da Universidade Estadual de Maringá (UEM) suspenderam a greve em assembleia realizada na tarde de ontem. A instituição também suspendeu o calendário e o retorno das aulas depende da deliberação do conselho universitário. Já a Unicentro informou que as aulas voltam na próxima segunda-feira, após a suspensão da paralisação, definida ontem pelos professores em assembleia. Os professores também se reuniram em Cascavel e suspendeu a greve na Unioeste. A previsão é que as atividades sejam retomadas amanhã.


