Rio, 30 (AE) - A taxa de ocupação dos hotéis do Rio durante a realização da Cimeira ficou abaixo da expectativa do Itamaraty. Conforme previsão da ministra Maria Celina de Azevedo Rodrigues, os integrantes das 48 comitivas de chefes de Estado e de governo que participaram do encontro ocupariam 2.500 dos 22 mil quartos disponíveis na cidade. No entanto, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Rio (ABIH/RJ), álvaro Bezerra de Mello, informou que apenas 1.900 quartos foram ocupados por pessoas envolvidas com o evento.
De acordo com dados da ABIH/RJ, os principais hotéis do Rio apresentaram uma taxa média de ocupação de 80% durante a Cimeira
incluindo turistas e integrantes das comitivas. "Antes da Cimeira, os hotéis estavam com uma taxa de 40%", afirmou. "Isso prova que um evento como esse, além de divulgar uma imagem positiva da cidade, atrai o turismo." O presidente da Riotur, Gerard Bourgeaiseau, estima para este ano um aumento de 150% do número de turistas que visitam a cidade (de 800 mil para 2 milhões) em relação a 1998.
Ocupação - Hoje, a ABIH/RJ assinou um convênio com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para a elaboração de um novo critério de avaliação do índice de ocupação dos hotéis do Estado. "No Brasil, estatística é uma brincadeira, mas agora, com a chancela da FGV, teremos números confiáveis", disse o presidente da ABIH/RJ.
"Esse convênio vai dar a credibilidade que o turismo precisa e o Rio, um exemplo de profissionalismo para todo o País", declarou o presidente da Riotur. "Essa parceria será, sem dúvida, uma garantia de investimentos, que antes esbarravam na falta de números." De acordo com o coordenador de pesquisas da FGV, Roberto Fendt, o critério de avaliação, feito por técnica estatística de amostragem, segue os padrões internacionais utilizados no setor. Fendt estima que a nova metodologia começará a ser utilizada no prazo de 60 dias.

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