Curitiba - A ocupação da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, entra hoje em seu quarto dia, sem previsão de término. A rodada de negociações marcada para ontem à tarde acabou cancelada, após a instituição informar, em nota, que só retomaria o diálogo mediante a saída dos estudantes do prédio. Os alunos – 150 segundo o movimento e 50 conforme a UFPR – reclamam do corte de R$ 12 bilhões na educação, anunciado pelo governo federal. A entrada está bloqueada desde às 6 horas de segunda-feira. A energia elétrica e a água também foram cortadas.
"Já tivemos várias reuniões com os membros da mesa de negociação, formada por professores, técnico-administrativos e estudantes. Essa invasão é uma ruptura unilateral das negociações e um cerceamento à liberdade dos funcionários de trabalhar", disse o reitor em exercício, Rogério Andrade Mulinari. Os professores da instituição paralisaram suas atividades no dia 12 de agosto, enquanto os alunos aderiram ao movimento no dia 19. Para Mulinari, a pauta da categoria não depende apenas da Universidade, mas também do Ministério da Educação (MEC)
Antes de desocupar o prédio, o comando de greve quer que a universidade garanta, em documento formal e por escrito, o cumprimento de sete pontos de reivindicação, que incluem a continuidade da negociação e a convocação de uma reunião do conselho para debater a suspensão do calendário, com abono de falta dos grevistas. Hoje, às 18h30, eles se reúnem em uma assembleia, com o objetivo de discutir o andamento da paralisação e da ocupação.

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