Londres, 27 (AE-ANSA)- O dilúvio universal ocorreu realmente, tal como conta a Bíblia, e submergiu há cerca de 7.600 anos grande parte do mundo civilizado, destruindo plantas, animais e homens, segundo as descobertas do oceanógrafo norte-americano Robert Ballard.
Ele afirmou que no Mar Negro, a cerca de 150 metros de profundidade, "há uma costa antiga, desaparecida no fim da última era glacial".
"Não sei se foi exatamente o dilúvio de Noé, mas houve um dilúvio", disse Ballard, que levou ao fundo do mar um grupo de mergulhadores especialistas.
"Uma maré de água de espantosa força, equivalente a 10.000 cataratas do Niágara, veio sobre a região que hoje é o Mar Negro
que na época tinha terreno fértil e um lago de água doce."
A expedição do descobridor do Titanic começou após a publicação de um livro em Nova York, "Noahs Flood", escrito por dois professores da Universidade de Columbia, William Ryan e Walter Pittman, no qual reconstituíam a possibilidade de um dilúvio universal.
Mas faltavam provas tangíveis. E Ballard encontrou agora uma costa que se remonta há sete milênios e meio.
"Quando as geleiras começaram a se dissolver, o nível do Mediterrâneo subiu drasticamente e rompeu a barreira do Bósforo", sustenta o oceanógrafo.
É nesse ponto que a versão moderna difere da bíblica. "Foi um dilúvio muito mais grave do que o descrito no Velho Testamento. Durou mais de 40 dias e 40 noites."
Ballard é famoso por ter localizado no fundo do mar os restos do Titanic, do Andrea Doria, do Bismarck e do porta-aviões norte-americano Yorktown.

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