Ocalan nega participação em assassinato de premier sueco
Ancara, 01 (AE-ANSA) - O líder rebelde curdo Abdullah Ocalan negou hoje (01), no segundo dia de audiências do seu julgamento, na prisão insular de Imrali, na Turquia, ter tido qualquer participação no assassinato do primeiro-ministro da Suécia, Olof Palme, em 1986, mas afirmou que sua ex-mulher Kesire Yildirim e seu novo marido, Huseyin Yildrim, podem estar por trás do crime. Ele disse ter recebido a informação de que o gupo dissidente do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), ao qual os dois pertencem, matou Palme.
Ocalan voltou a pedir hoje ao governo turco uma oportunidade para convencer os guerrilheiros do PKK a abandonar a luta separatista e disse que "não há lugar para a violência em uma república democrática". Ele criticou também a estrutura "feudal e atrasada" e a falta de democracia nas províncias do sudeste da Turquia. Disse ainda que suas declarações são sinceras, voluntárias, e não têm como objetivo salvá-lo da morte. O líder curdo é acusado de traição e tentativa de dividir a Turquia e poderá ser condenado à pena capital.
Em Bruxelas, o representante da ala política do PKK na presidência do novo Congresso Nacional Curdo, Adurraman Cadiciri
declarou que a paz no Curdistão é possóvel em um mês, desde que o governo turco queira. O Congresso é constituído por integrantes de partidos e movimentos curdos na Turquia, Síria, Iraque, Irã, além de imigrantes nos EUA e Europa. Cadiciri advertiu, porém, que se a Turquia condenar Ocalan à morte "milhões de curdos reagirão na Turquia e em todo o mundo".





