Londres, 01 (AE-AP) - Quando os curadores do Observatório Real de Greenwich começaram a discutir uma maneira de marcar o milênio, uma coisa ficou clara: qualquer que fosse a decisão, ela deveria ser relacionada ao tempo.
Como referência de meridiano central, a linha imaginária que dita como o resto do mundo deve acertar seus relógios, o observatório não teve outra escolha.
Mas em vez de criar uma exposição comemorativa para marcar a contagem regressiva para o ano 2000, o observatório, parte do Museu Marítimo Nacional, decidiu fazer algo mais complexo: a história do tempo em si.
"Nós imaginamos que deveríamos mexer com as conjeturas das pessoas sobre o tempo", declarou a diretora do observatório, Kristen Lippincott, sobre "The Story of Time" (A História do Tempo), aberta ao público nesta quarta-feira (01) e que reúne 550 objetos cedidos por 150 museus de todo o mundo.
"Esperamos que as pessoas se surpreendam, ou até fiquem um pouco desorientadas pelas muitas, às vezes peculiares, teorias relativas ao tempo ao redor do planeta", disse ela.
Apesar de a maioria das nações ter aderido ao padrão do Horário Principal de Greenwich - conhecido pela sigla GMT -, sistema estabelecido em 1884, o museu informou que mais de 40 diferentes sistemas de calendários ainda são utilizadas em graus variados ao redor do mundo nos dias de hoje.

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