Os contratos de concessão das rodovias do Anel de Integração vão ser alterados depois da Páscoa (15). De acordo com o secretário dos Transportes, Nelson Justus, o governo estadual pretende estabelecer novas prioridades no cronograma de obras e de restauração de estradas de cada um dos lotes. ‘‘Vão ser trocadas algumas obras por outras, mas sem que isso represente em prejuízo ao usuário’’, assegurou Justus, durante a implantação da Comissão de Usuários de Rodovias.
Justus afirmou que não haverá redução das obras ou alteração no valor das tarifas, já estabelecidas em contrato. O secretário justificou as mudanças alegando que a fiscalização do Departamento Estadual de Rodagem (DER), junto com reivindicação de entidades de classe, detectou outras prioridades. ‘‘Depois de conversas com cada concessionária, serão divulgados os novos cronogramas de obras deste ano, que deverão ser entregues nas praças de pedágio, disponibilizados em internet ou divulgados nos jornais’’, prometeu Justus.
Para o diretor-executivo da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), João Chimenazzo Netto, as mudanças que o governo propor devem ser colocadas em um contrato, que vai ser anexo como um aditivo. Segundo Chimenazzo, as alterações não podem fugir o que estabelece a concessão. ‘‘É preciso obedecer o equilíbrio econômico-financeiro’’, ressaltou Ricardo Von Glehn, representante das concessionárias na Comissão dos Usuários e da Viapar.
Chimenazzo acrescentou que desde a última alteração contratual, em março do ano passado, apenas a concessionária Ecovia conseguiu obter lucro. O diretor da ABCR afirmou que as outras cinco empresas (Econorte, Viapar, Caminhos do Paraná, Rodonorte e Rodovias das Cataratas) vêm operando no vermelho. Ele acrescentou que entre as causas do desequilíbrio financeiro está a redução nas tarifas realizadas pelo governo estadual, em julho de 1998.
Para o secretário de Transportes, Nelson Justus, além das alterações no cronograma, a secretária pretende ampliar a fiscalização. Pelo contrato com as concessionárias, a vistoria é feita uma vez ao ano, patrocinado pelas próprias empresas. Justus quer que essa fiscalização seja diária.

mockup