Obras emergenciais em ponte na BR-116 custarão R$ 2,5 mi
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quarta-feira, 27 de julho de 2005
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O trabalho de reforço do pilar que sustenta a parte que sobrou da ponte sobre o Rio Capivari-Cachoeira, na BR-116, sentido São Paulo-Curitiba, deverá ser iniciado nos próximos dias. O projeto está pronto e as obras de contenção da encosta para evitar desmoronamentos de terra e instabilidade do pilar deverão custar cerca de R$ 2,5 milhões.
A emergência nas obras foi decretada na terça-feira pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) depois que ficou pronto o relatório que demonstrou que em seis meses, o maciço de terra que forma a encosta avançou oito metros em direção ao pilar (que corre o risco de ficar instável e desabar). Só nos últimos 15 dias, o avanço foi de 1,6 metro.
De acordo com o engenheiro responsável pelas obras na BR-116, Ronaldo Jares, havia a necessidade de se decretar emergência nas obras para evitar novos deslizamentos de terra. O projeto prevê a realização de uma cortina atirantada com estacas raízes no morro, nos moldes do que foi feito com a ponte que está em funcionamento no sentido Curitiba-São Paulo. ''Ficamos muito preocupados quando percebemos que o material que está desmoronando estava indo para os pilares. A estrutura da ponte é muito antiga e não foi projetada para pressões e pesos. O pilar pode romper e teríamos a queda de outros seis metros de ponte'', analisou o engenheiro.
Depois, deverá ser realizada a terraplanagem da estrutura para aliviar o peso e o reforço dos pilares. O período de emergência é de 180 dias. Entretanto, Jares acredita que o trabalho emergencial seja realizado em 60 dias prazo em que a licitação para o início da reconstrução da ponte deve ter sido iniciado e a empresa escolhida.
O projeto específico de reconstrução da ponte também está pronto e a licitação deve prever preço máximo de R$ 15 milhões para a realização das obras. Deverão ser reconstruídos os 80 metros que caíram e outros 40 metros inexistentes no projeto original da Capivari-Cachoeira para que a base da ponte seja projetada num terreno consolidado.
A decretação do período de emergência e os projetos desenvolvidos pelo DNIT foram bem recebidos ontem pelo geólogo e coordenador do Setor de Tecnologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Mauro Lacerda. Analisando as obras que serão realizadas agora para a contenção do desmoronamento, Lacerda observou que finalmente os técnicos estão no caminho certo.
''Eu dizia já no início do desabamento da ponte que as obras não poderiam ser feitas em seis meses. Dizíamos que a ponte precisaria ser melhor estudada. A extensão teria que ser aumentada para que a base não ficasse no mesmo maciço de terra que provocou o desabamento. Agora, eles precisam tomar cuidado com as fundações, que terão que ser fortes para passar as linhas dos barrancos existentes. O que dizíamos desde o início se comprovou com a aceleração da movimentação de terra e os desmoronamentos de hoje'', disse o professor.


