São Paulo, 29 (AE) - As obras necessárias para a liberação do Condomínio Fay, no Jardim Paulistano, zona sul de São Paulo, devem começar amanhã (30) e estender-se até terça-feira. O prédio foi interditado ontem (28). O diretor do Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru), Carlos Alberto Venturelli, disse que todas as famílias haviam deixado o edifício hoje. Embora o problema esteja localizado na parte de trás, todo o condomínio foi interditado, porque há uma entrada comum para os dois blocos.
Segundo Venturelli, inicialmente, a empresa de engenharia contratada pelos moradores vai "calçar" o edifício. "Isso já vai descaracterizar o risco". Para essa etapa, afirmou, era necessária a saída dos moradores dos nove apartamentos do prédio de três andares. Móveis e objetos não precisaram ser retirados. Até terça deve ser feita nova fundação. De acordo com Venturelli, as estacas que dão sustentação ao prédio afundaram ou ficaram podres.
Posteriormente, serão necessárias mudanças de esquadrias e portas e reforços na alvenaria. O edifício apresenta rachaduras. "Embora o problema esteja em um ponto, a segunda parte das obras deve ser feita em todo o prédio". Rachaduras - A moradora Mônica Pinotti disse que grande parte das casas da região têm rachaduras. "Tudo aqui foi construído sobre terrenos muito úmidos, muito instáveis". Uma moradora que não se identificou contou que móveis e quadros de sua casa chegam a ficar tortos por causa da fragilidade do terreno e, consequentemente, das construçäes.
Venturelli disse que essas rachaduras realmente existem pelas proximidades da área com o Rio Pinheiros. Em casas, porém, o potencial de risco é menor.
Mônica negou que os moradores estivessem saindo por causa da reforma. "Vamos sair como fazemos todos os fins de semana, para passear". Outro morador, que se identificou só como Wagner, admitiu, que a razão é a necessidade de as obras começarem. "Vamos sair por medida de segurança".

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