Londrina - A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) anunciou ontem a retomada das obras do Jardim Botânico de Londrina, paralisadas há pelo menos oito meses. A Squadro Construtora e Incorporadora, vencedora da licitação em 2010, continuará a construção orçada em R$ 20,1 milhões. Reportagem da FOLHA publicada no dia 15 de dezembro mostrou situação de abandono da área.
Pela proposta inicial, a segunda fase contemplaria três estufas, oito jardins temáticos, um centro de recepção aos visitantes, anfiteatro, um auditório com capacidade para 400 pessoas, trilha terrestre, sanitários, vestiários e praça de alimentação. Levantamento apontou que apenas 23,29% foram executados até hoje e, pelo serviço, foram desembolsados R$ 4,6 milhões. ''A empresa fez pedido de recomposição. Analisamos também outros aspectos e será feita uma redução da meta física da obra em função dos valores e áreas que não eram do Jardim Botânico'', explicou o secretário estadual do Meio Ambiente, Jonel Iurk.
Do projeto original houve a supressão do auditório, vestiários e dos jardins temáticos, com consentimento do responsável pelo projeto arquitetônico, Orlando Busarello. Parte do recurso foi realocada para construção de novas instalações para a Polícia Ambiental, que fica ao lado do Jardim Botânico.
A Sema não acena com novo aporte financeiro para a conclusão da segunda etapa da obra e pretende investir o restante do valor do edital, R$ 15,5 milhões. ''Mantemos o contrato fazendo ajustes necessários, porque temos valores pendentes. Nossa equipe de engenheiros faz estudo e em breve apresentaremos uma resposta'', disse. Os equipamentos suprimidos podem ser implantados na terceira fase de obras.
Cinco operários da Squadro fazem a limpeza das áreas onde estão as construções do anfiteatro e das estufas. Pelo contrato, a empresa deve retomar as atividades no próximo dia 20. O prazo para conclusão é de 240 dias. O Jardim Botânico continua com acesso restrito aos visitantes e não foi desta que a reabertura foi anunciada. Iurk prometeu analisar essa possibilidade.
Iurk apresentou a um extenso histórico sobre o Jardim Botânico. Nele, alguns erros foram apontados durante o processo de construção. De acordo com a Sema, detonações para quebrar a laje de pedra podem ter causado microfissuras que proporcionam a redução do volume d'água nos lagos, já que infiltrações foram constatadas ao longo do espelho d'água.
Outro problema foi no aspecto topográfico do Jardim Botânico, além da questão fundiária. A Sema tenta obter junto ao Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) sete hectares para construção dos jardins temáticos e outras benfeitorias.

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