Obras devem começar em 60 dias
As obras de revitalização do Parque Nacional do Iguaçu serão iniciadas em, no máximo, 60 dias. Orçadas em R$ 20 milhões, elas serão realizadas pelo consórcio Satis - formado por cinco empresas (três paranaenses e duas baianas) -, único concorrente no processo de licitação.
Segundo a superintentendente interina do Ibama no Paraná, Marlene Dias Carvalho, o objetivo do Plano de Revitalização é aumentar a permanência do turista - hoje restrita a poucas horas - e pelo menos dobrar o faturamento anual da reserva, que arrecada atualmente R$ 4,8 milhões.
Pelo contrato, assinado no dia 22 de dezembro, o Ibama vai receber royalties de 11% do valor dos ingressos (hoje fixados em R$ 6,00) e 5% dos demais serviços e produtos oferecidos na reserva.
Quando as obras estiverem concluídas, o órgão federal vai receber, no mínimo, R$ 100 mil mensais, mesmo que o consórcio não obtenha lucro. Durante o período de obras, esse repasse será de R$ 75 mil mensais. O prazo de concessão é de 15 anos, renovável por igual período.
O processo de terceirização dos serviços foi dividido em dois lotes. O primeiro inclui a construção de um centro de recepção de visitantes e um estacionamento na entrada do parque, e a implantação de um sistema de transporte para levar os visitantes desse local até as Cataratas. No segundo, estão previstos a construção de um novo mirante, novos restaurantes e lojas e a exploração de trilhas na mata.
Com 180 mil hectares de mata e considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco (órgão da ONU para a cultura e a ciência), o Parque do Iguaçu é a unidade de conservação mais rentável do Brasil, mas vinha perdendo visitantes a cada ano, em consequência da infra-estrutura deficiente.
Em 97, o parque recebeu 760 mil visitantes (uma queda de 10% em relação ao ano anterior). Do total arrecadado, apenas 40% são investidos na reserva. O restante cobre o rombo de parques deficitários.
O lançamento oficial do Plano de Revitalização será feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no dia 10 de janeiro, em uma cerimônia junto às Cataratas.Arquivo FolhaPrograma tem o objetivo de aumentar o faturamento e a permanência do turista na reservaValmir Denardin





