O prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli (PPS), e a Construtora Campusmourão, de Campo Mourão, assinam hoje, às 8h30, o contrato para o reinício das obras da nova Santa Casa, que estão paralisadas há cerca de três anos. A empreiteira foi a única escolhida na semana passada, após abertura do processo de licitação. Ela pediu pediu R$ 1,21 milhão para concluir a primeira etapa do hospital que, depois de pronto, terá capacidade para atender todos os 25 municípios da microrregião de Campo Mourão.
‘‘Será um dia histórico’’, prevê o prefeito Tauillo Tezelli. A prefeitura marcou a assinatura do contrato para um domingo justamente para poder contar com a presença de um grande número de lideranças comunitárias e de autoridades regionais. A nova Santa Casa começou a ser construída em 1990 como parte de um sonho regional de possuir um hospital público de qualidade. Desde que as obras começaram, no entanto, a maior parte dos recursos investidos foram conseguidos através campanhas junto à comunidade.
O presidente da Santa Casa, Dilmar Daleffe, calcula que pelo menos R$ 1,5 milhão já tenha sido investido na obra. Desse total, muito pouco veio do governo, seja ele federal ou estadual. Desta vez, porém, a entidade conta com mais de R$ 2,4 milhões, entre recursos do Ministério da Saúde, do programaReforsus, da contrapartida do governo do Estado e da prefeitura de Campo Mourão para garantir o término do hospital. ‘‘Depois de iniciada, a obra termina em cerca de 6 ou 8 meses’’, prevê Daleffe
Segundo Daleffe, a Santa Casa precisa, basicamente, do acabamento e de equipamentos. O projeto original do hospital previa capacidade para mais de 300 leitos - quase o dobro do que os quatro hospitais de Campo Mourão dispõem hoje -, mas foi readequado para 100 leitos. Mesmo assim, será suficiente para suprir as principais dificuldades vividas pela saúde pública da região. Atualmente, por exempo, Campo Mourão conta com 180 leitos, mas apenas 120 são reservados aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
300 empregos - Hoje, mesmo Campo Mourão, como pólo microrregional, tem que mandar os casos de pacientes em estado mais grave para tratamento em Maringá, Cascavel, Londrina e Curitiba. Faltam vagas em uma unidade de terapita intensiva (UTI) melhor equipada, o que faz, com que vítimas de acidentes nas estradas, principalmente, tenham que ser levados a outras cidades. ‘‘Já cansamos de ver gente da região morrendo a caminho de um centro maior’’, queixa-se Daleffe. O novo hospital também contará com uma UTI pediátrica.
A Secretária Municipal de Saúde de Campo Mourão, Rosemeire do Carmo Martelo, ressalta que somente a primeira fase do hospital vai gerar 300 empregos na cidade. Ela também já sonha com a transferência do Consórcio Intermunicipal de Saúde (Ciscomcam) para a Santa Casa. ‘‘Isso vai permitir que tudo fique mais fácil e que o atendimento seja melhor e mais ágil’’, frisa aa secretária. A atual Santa Casa funciona no centro de Campo Mourão, num prédio pequeno e desequipado, onde durante muitos anos funcionou uma maternidade particular.

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