Obras de manutenção abrangem 2,2 mil km
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quarta-feira, 02 de abril de 2003
Katia Michelle Pires<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Cerca de 2 mil quilômetros das estradas federais no Paraná vão passar por obras de conservação e outros 285 quilômetros serão restaurados dentro do Programa de Obras para 2003 do governo federal. O programa ainda não tem investimento confirmado, mas o governo estadual estima que serão gastos pouco mais R$ 26 milhões. O cronograma de início e término das obras também não foi divulgado, mas o secretário de Estado dos Transportes, Waldyr Pugliesi, adianta que as obras mais complicadas, como as de restauração, devem levar pelo menos um ano para serem concluídas.
O secretário apresentou ontem o mapa das estradas que serão contempladas. Segundo ele, seguindo orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não serão colocados asfaltos novos nas estradas, já que essa ''não é a prioridade'' do governo federal. As estradas vão ganhar apenas a restauração chamada de ''tapa-buraco'' e reformas no acostamento. Para definir os trechos contemplados, o governo estadual levou em conta a situação e necessidade da estrada, de olho, principalmente, no escoamento da safra. A medida quer evitar filas, como as que ocorreram na semana passada em direção a Paranaguá, no Litoral.
O Paraná tem 3,8 mil estradas federais. Desse total, 1.860 quilômetros são pedagiadas e 200 quilômetros estão sem pavimento. ''No total, são estradas em situação ruim'', conforme avaliação de Pugliesi. Cerca de 1,7 mil quilômetros de estradas vão receber obras de conservação e outras 285 quilômetros serão, efetivamente, restauradas.
Alguns desses trechos já estão com contratos de licitação concluídos, como trechos da BR-116 e da BR-476 e devem ser priorizados no cronograma a ser definido. Outros trechos ainda dependem de licitação. A princípio, o governo estadual não fará investimento no programa. ''As obras serão realizadas com recursos do governo federal'', ressalta o secretário.
Pugliesi revela ainda que essas são obras emergenciais e foram conseguidas por causa da ''boa relação'' entre o presidente Lula e o governador Roberto Requião (PMDB), por meio de uma conversa informal. ''Mas não há privilégio nisso'', disse.


