Obras de emergência podem custar R$ 20 mi
Muitas casas destruídas, ruas esburacadas, principais rodovias de acesso à capital do Rio Grande do Norte interrompidas e quatro mil pessoas desabrigadas formam o saldo negativo das chuvas que caíram sobre a Grande Natal terça e quarta-feira. Na rua Orlando Azevedo, em Capim Macio, várias residências apresentam rachaduras. Temos de dar soluções definitivas para regiões como esta, admitiu Demétrio Torres, secretário municipal de Obras, que estima em R$ 20 milhões os recursos necessários para realização de obras emergenciais.
No fim da tarde de ontem, o governador do Rio Grande do Norte, Garibaldi Alves Filho (PMDB), e a prefeita de Natal, Vilma de Faria (PSB), reuniram-se para discutir um plano de ação para atender à população atingida. Vilma disse que o prejuízo causado pelas águas obriga as autoridades a realizar obras emergenciais e de drenagem nos bairros de Felipe Camarão, Cidade Jardim e Capim Macio.
A prefeita garantiu ter ficado assustada com as chuvas. Chover 700 milímetros em um mês é suportável, mas 360 mm em pouco mais de 24 horas é arrasador, disse Vilma Faria sobre o fato de as águas terem inundado lugares ricos e pobres. Tive até medo de não poder acudir a população, reconheceu a líder natalense, dizendo que o próprio bairro onde mora foi castigado pelas chuvas.
Cerca de 160 homens da Polícia Militar participaram do socorro às populações ilhadas. As cidades próximas à capital também foram prejudicadas. Em Parnamirim, mais de 50 famílias estão desabrigadas e em Ceará Mirim, seis pessoas morreram soterradas na queda de um barraco. Em Natal as equipes de resgate trabalharam durante a madrugada da quarta para a quinta-feira.
A Prefeitura de Natal mobilizou-se ontem à tarde para retirar 20 famílias da favela do Paço da Pátria, uma regiões das mais castigadas da cidade. Garibaldi e Vilma prometeram firmar um convênio para a realização de obras de drenagem. (AE)





